Gibson Da Costa – Economista filiado ao CORECON-AM; Geógrafo filiado ao CREA-RR
A Primeira Lei da Termodinâmica, também conhecida como a Lei da Conservação da Energia, estabelece que a energia não pode ser criada nem destruída, apenas convertida de uma forma em outra. De forma equivalente, existe uma lei de conservação correspondente para a matéria. Em um sistema isolado (como o universo, do qual não escapam matéria ou energia), a quantidade total de matéria e energia permanece estritamente constante e invariável ao longo do tempo.
Um exemplo prático dessa lei é a queima de um pedaço de carvão ou de madeira: embora o material seja queimado e aparentemente “desapareça”, toda a matéria e energia iniciais permanecem exatamente as mesmas após a combustão, agora convertidas em cinzas, fumaça, gases e calor disperso.
Implicações para a Economia Ecológica
No âmbito da Economia Ecológica, a Primeira Lei da Termodinâmica altera profundamente as premissas econômicas tradicionais:
- A impossibilidade de “produção” ou “consumo” físico: A atividade econômica não gera matéria ou energia do nada, nem as elimina. O que a economia faz é apenas transformar recursos físicos de baixa entropia em mercadorias e, inevitavelmente, em resíduos.
- Balanço de materiais (Throughput): Todo recurso que é extraído do ambiente para abastecer as atividades humanas deve obrigatoriamente retornar ao ambiente na forma de resíduos. Isso significa que o uso de uma massa maior de recursos gerará inevitavelmente uma massa igual de resíduos, de modo que a entrada física (input) é sempre igual à soma da saída de resíduos (output) e do que se acumula temporariamente na economia sob a forma de capital construído.
- Dependência absoluta dos recursos da natureza: Como as máquinas e o trabalho humano são incapazes de criar matéria e energia a partir do nada, toda a produção humana depende fundamentalmente do fornecimento de recursos vindos do ecossistema.